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A final do Campeonato Paulista colocou frente a frente Corinthians e Palmeiras, em um dos dérbis mais emocionantes dos últimos tempos.
O Palmeiras buscava o tetracampeonato inédito na sua história (e na história do futebol profissional de São Paulo).
O Corinthians buscava quebrar o seu maior jejum de títulos desde 1977 e, de quebra, evitar o tetra do maior rival, vingando 2020, quando o próprio Palmeiras
evitou o tetra corinthiano.
O primeiro jogo, disputado no Allianz, terminou 1 x 0 para o Corinthians, com gol de Yuri Alberto.
Portanto, bastava um empate, em 27 de março de 2025, na Arena, para o Corinthians conquistar o seu 31º título paulista.
Com direito a novo recorde de público (48.196 pagantes) o jogo foi tenso e muito disputado, com o Corinthians começando com maior posse de bola e controle do jogo. Garro teve a melhor chance do primeiro tempo, ao acertar a trave adversária, aos 26 minutos. O primeiro tempo terminou sem outras grandes chances de nenhum lado.
As emoções estavam todas guardadas para a etapa final do jogo. O Palmeiras, que precisava da vitória para levar o jogo para os pênaltis, atacava, mas sem grande perigo.
Até que, aos 22 minutos do segundo tempo, Vítor Roque é lançado em profundidade e é derrubado na entrada da área por Félix Torres. Pênalti para o Palmeiras.
A tensão toma conta da Arena (e de todos que acompanhavam o jogo em casa e nos bares). Enquanto Raphael Veiga toma distância para efetuar a cobrança, Abel Ferreira é expulso,
após forte reclamação pedindo a expulsão do zagueiro corinthiano, que já tinha cartão amarelo.
Veiga correu para a bola e chutou no canto direito de Hugo, que voou e defendeu a cobrança (assim como tinha acontecido no jogo da Primeira Fase), para delírio da Fiel! A Arena enlouquece! Foi uma defesa com sabor de "gol do título". Hugo Souza tinha acabado de entrar para a história
e para a galeria dos grande heróis corinthianos!
Dois minutos depois, Felix Torres faz nova falta e é expulso do jogo, deixando o Corinthians com um jogador a menos.
E aí entrou em campo um elemento fundamental: a torcida corinthiana. Sim, a torcida entrou em campo, na forma de sinalizadores, fogos e fumaça.
Depois dos 40 minutos, time e torcida fizeram um pacto: nós vamos ganhar esse título na marra, de qualquer jeito. Não vai ter mais bola rolando. E assim foi.
A final do Paulistão se transformou numa final que mais parecia um jogo de Libertadores. A torcida, literalmente, incendiou o jogo.
Dentro de campo, o Corinthians segurava os ímpetos do Palmeiras e tentava segurar a bola no ataque. Em um desses lances, Memphis pisa em cima de bola, irrita os palmeirenses
e inicia uma confusão generalizada, que terminou com as expulsões de Martínez e Marcelo Lomba (ambos do banco de reservas).
Fora de campo, a torcida fazia uma festa infernal, que há muito tempo não se via nos estádios brasileiros, deixando o ambiente totalmente caótico, hostil e intimidador.
A última grande chance do jogo foi do Corinthians, aos 53 minutos. Após um belo contra-ataque, Memphis deixa Yuri Alberto na cara do gol, que chuta para a grande defesa de Weverton.
E aos 63 minutos (!!) do segundo tempo, o árbitro apita o fim de jogo, para delírio do povo corinthiano!
Corinthians, 31 vezes Campeão Paulista!
Uma das finais mais dramáticas da história do Corinthians. Um dos Dérbis mais caóticos de todos os tempos.
Durante as comemorações no gramado, o zagueiro Cacá foi até a torcida e entregou a taça nas mãos do presidente da Gaviões da Fiel, que, representando os torcedores do Brasil inteiro, levantou-a com orgulho, em uma cena emblemática e histórica!
Nada mais marecido depois de todo o clima criado pela torcida, que teve papel efetivo na conquista.
Veja mais detalhes em "Títulos - Campeão Paulista de 2025".
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS: Hugo Souza; Matheuzinho, Félix Torres, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; Raniele, José Martínez (Charles), André Carrillo (Ryan) e Rodrigo Garro (André Ramalho); Memphis Depay e Yuri Alberto (Romero). Téc.: Ramón Díaz
PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Flaco Lopez), Micael, Murilo e Piquerez (Felipe Anderson); Aníbal Moreno (Richard Rios), Emiliano Martínez (Naves) e Raphael Veiga (Thalys); Facundo Torres, Estêvão e Vítor Roque. Téc.: Abel Ferreira
Local: Neo Química Arena - São Paulo (SP)
Data: 27/03/2025
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Público: 48.196 pagantes
Gol: Hugo Souza (28 - 2º (Ah, valeu como gol, vai...))