Corinthians / Pós-jogo / Flamengo 0 x 2 Corinthians (01/02/2026) - Supercopa do Brasil - Final (jogo único)

Por Caíque Vido Cascardi

Quando a camisa pesa, a história responde

Final em jogo único é o tipo de partida que todo corinthiano reconhece de longe. Não é só futebol, é identidade, é memória, é sentimento que atravessa gerações. E nessa final da Supercopa Rei, o Corinthians foi exatamente isso: história em movimento. Dentro de campo e fora dele.

1º tempo

Desde o apito inicial, o Coringão entrou como quem sabe o peso da própria camisa. Compacto, intenso e concentrado, o Timão competiu cada bola como se fosse a última.

O espetáculo começou antes mesmo da bola rolar. A Fiel tomou as arquibancadas, transformou o Mané Garrincha na nossa casa e empurrou o time do primeiro ao último minuto. Cantamos sem parar, criamos o ambiente e mostramos que decisão também se ganha com apoio constante.

Em campo, o Corinthians foi inteligente e cirúrgico. Soube sofrer, soube competir e foi frio quando a oportunidade apareceu.

O gol de Gabriel Paulista, aos 25 minutos, foi o prêmio de uma postura madura, de quem entende que finais não pedem beleza, pedem personalidade.

A cada dividida vencida, a arquibancada respondia ainda mais alto, e o adversário sentia.

E a vantagem poderia ser ainda maior, já no primeiro tempo, caso Memphis fizesse o gol em um lindo contra-ataque puxado por Breno Bidon… Ah Memphis, faz o gol!

2º tempo

A etapa final iniciou com a expulsão de Carrascal por agressão em Bidon (ocorrida no final do primeiro tempo).

Mas, como manda toda grande final, vieram alguns momentos de pressão e de tensão, mas o Corinthians não se perdeu. A defesa foi firme, o time foi solidário e ninguém se escondeu.

E fora de campo, a Fiel continuou fazendo sua parte: cantou mais alto, empurrou mais forte e calou a torcida adversária. Vencemos ali também.

Quando o segundo gol saiu, no último lance do jogo e com um golaço do Protagonista do Time do Povo, o estádio explodiu. Era a confirmação. O Corinthians não vencia apenas um jogo, vencia uma decisão, vencia um ambiente inteiro.

Uma vitória completa, de time grande, de clube gigante.

E é por isso que essa final já entra para a galeria das grandes tardes da história do Corinthians. Uma tarde em que o Timão foi fiel à própria essência: competitivo, aguerrido, coletivo e acompanhado por uma torcida que nunca abandona!

Há jogos que passam. Há títulos que ficam. E há finais que viram história. Hoje, essa história foi escrita! 2026 começa como terminou 2025: com o Corinthians campeão!

É campeão! Vai, Corinthians!

Ficha técnica

Flamengo (RJ): Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (De la Cruz), Arrascaeta (Bruno Henrique); Plata (Everton Cebolinha), Carrascal (Cebolinha), Pedro (Lucas Paquetá). Téc.: Filipe Luis.

Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista (André Ramalho), Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André (Matheus Pereira), Breno Bidon (Charles), Carrillo (Rodrigo Garro); Memphis Depay (Kaio César) e Yuri Alberto. Téc.: Dorival Júnior.

Competição: Supercopa do Brasil - Final (jogo único)
Local: Mané Garrincha - Brasília (DF)
Data: 01/02/2026
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Público: 71.244 pagantes
Gols: Gabriel Paulista e 25'/1ºT e Yuri Alberto 52’/2ºT

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