Corinthians / Corinthiosidades / A morte de Lidu e Eduardo. E o porco
Uma das maiores tragédias extra-campo da história do clube aconteceu no dia 28 de abril de 1969.
O Corinthians tinha empatado em 1 x 1 com o São Bento, em Sorocaba, na noite anterior. Ao chegarem a São Paulo, o ponta-esquerda Eduardo acompanhou o lateral direito Lidu a um jantar no bairro de Santana.
Na volta, o terrível acidente: Lidu (recém-habilitado) bateu o carro em um dos pilares da Ponte da Vila Maria e capotou o fusca na Marginal Tietê. Os corpos foram arremessados para fora do carro e morreram na hora, causando uma comoção geral.

Lidu (20 anos) fez 36 jogos pelo Corinthians. Eduardo (24 anos) fez 71, marcando 15 gols.
O Corinthians, que vinha bem no campeonato, sentiu a perda de dois de seus principais jogadores e não consegiu o título que daria fim ao jejum que já durava 15 anos.
Após o acidente, a diretoria corintiana pediu à Federação Paulista de Futebol uma autorização especial para inscrever dois jogadores para subtituí-los no decorrer do campeonato. Todos os clubes concordaram, com uma única excessão: o Palmeiras.
O presidente alvinegro Wadih Helu disse então que o Palmeiras tivera "espírito de porco" ao dizer não. Nascia ali, de forma negativa, o apelido do Palmeiras, que só seria "adotado" pela torcida palmeirense 17 anos depois, em 1986.
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